Inteligência ou Coração Artificial?

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Tempos atrás vi um filme chamado A. I. Inteligência Artificial. Se passa num futuro não muito distante, onde há um rígido controle de natalidade e robôs são criados para quase todo tipo de tarefa e assumem uma forma quase humana...

O protagonista, interpretado brilhantemente pelo ,então jovem ator, Halley Joel Osment, é um menino robô que é adotado por uma família, cujo filho único é portador de uma doença terminal e foi congelado até que a cura seja encontrada. Ele, então, passa a ser criado como um filho comum, cheio de amor, carinho e atenção pelos novos pais, até que num dado momento da história o filho humano do casal é curado e é aí que começa o drama do menino robô.... Ele que fora tão almejado e amado por seus pais humanos, agora já não serve mais, não tem mais utilidade e é então, literalmente, descartado. A partir de então, o menino robô passa a viver à própria sorte junto com outros "iguais à ele" tentando sobreviver à um mundo hostil e encontrar um rumo pra vida.

É interessante comparar a atitude entre os humanos e os robôs no filme. Aqueles que deveriam, por sua própria natureza, demonstrar afeto, carinho, amor, respeito, ou seja, atitudes ditas "humanas", são os que na verdade se comportam como "robôs", sem afeto, sem respeito, sem sentimentos, ao passo que os "robôs" demosntram ter muito mais atitudes "humanas".

Gosto muito de ver filmes e, quando dá, trazer um pouco do filme para a minha realidade....Não sei se essa foi a intenção do diretor, mas vejo nesse filme uma lição a ser tirada...

Na nossa vida, ao nosso redor, muitas vezes nos deparamos com seres humanos que mais parecem robôs, sem amor no coração, sem respeito pelo outro, sem sentimentos...Têm toda uma aparência de "humanos", mas suas mentes estão cauterizadas e seus corações são de pedra...difícil lidar com pessoas assim, muito difícil... Enquanto servimos, enquanto há algum interesse está tudo bem, somos tratados como da "família" e muitas vezes somos de fato, mas a partir do momento que o interesse se esvai por alguma razão, somos dispensáveis. Existem pessoas que pensamos que conhecemos, até o ponto que nos tornamos descartáveis, carta fora do baralho, a partir daí, tais pessoas demonstram quem de fato são. Difícil, muito difícil...

Cada vez mais vejo que terei que lidar com pessoas assim. Gostaria de não precisar...

Não que essas coisas me abalem tanto, já me abalaram mais...Tenho aprendido, de uma forma ou de outra, a lidar com esse tipo de situação...

Conheço alguém que jamais fará isso comigo porque Seu coração não é artificial ou de pedra, na verdade Ele me ensina a ter sempre um coração de carne e atitudes humanas em meio aos "robôs" da vida. Em meio a um mundo onde muitas coisas são descartáveis e se valoriza tanto o ter, me ensina não em aparentar, mas em ser. Não em valorizar alguém pelo que ela tem ou pelo que pode me oferecer, mas pelo que ela é. Não em construir relacionamentos vazios e superficiais, mas em construir relacionamentos sadios e consistente com as pessoas.

Confesso que ainda tenho muito que aprender com esse meu Professor, mas dentro da perspectiva do filme, prefiro os robôs ao humanos.

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