quarta-feira, novembro 25, 2009

O Tempero da Vida




Eu tenho o costume de, volta e meia, fazer uma “garimpagem” em algumas lojas, à procura de algum filme interessante para compor minha “dvdteca” particular. Geralmente já vou com a intenção de comprar um título específico. Mas acontece de, vez ou outra, eu achar um sabor diferente e inesperado entre tantas iguarias. Foi o que aconteceu por esse dias. Em uma dessas minhas andanças deparei-me com um filme chamado “O Tempero da Vida”.


A princípio, o que me chamou a atenção foi, obviamente, o título. Mas como dizem que não se deve julgar um livro pela capa. Nesse caso, um DVD pelo título, peguei-o e fui ler a sinopse. Gostei. Decidi experimentar...


O filme conta a história de um jovem grego que cresceu em Istambul com sua família, cujo avô, uma espécie de mentor culinário e filosófico, o ensina sobre os temperos certos que tanto a comida quanto a vida requerem para se tornarem mais saborosas. Com um pouco de canela, pimenta e sal, pratos podem ganhar um novo sabor. E com um pouco de sensibilidade a vida também. Mesmo em meio à uma guerra e vários desencontros...


Falando em sal, lembrei-me de uma passagem bíblica, na qual Jesus afirma que seus seguidores são “o sal da terra” (Mt. 5:13). O sal não pode ser insípido, senão para nada mais presta. Não tempera nada. Não dá sabor a nada. Em outra passagem, o apóstolo Paulo nos orienta a sempre temperarmos as palavras com sal (Cl. 4:6). Sal demais também estraga a comida. Interessante. Não é só a comida que precisa ser temperada. Nossas atitudes e nossas palavras também precisam. Temperadas com amor, paciência, sabedoria... Será que esquentar o banco de uma igreja aos domingos é melhor que simplesmente ser gentil com um vizinho ateu? Qual é o tempero que temos adicionado à nossa vida? Melhor. Qual é o tempero que temos adicionado à vida dos que nos cercam? Se é que temos adicionado algum. Não é engraçado que aquele que, por algum motivo, perde a razão e começa a falar bobagens seja taxado de destemperado? Perdeu o tempero, o sabor...


O filme não tem o compromisso de ter um final possivelmente esperado pelo expectador. Mas isso é o que menos importa, na minha opinião. Deve-se saborear cada cena com um olhar atento e desprovido de preconceitos. Ele é emocionante do começo ao fim. Em muitas cenas é adicionada uma pitada de bom humor grego, se é que posso dizer assim. Para quem gosta de filmes ou apenas ficou curioso, fica a dica.


Alguns dados sobre o filme:
Teve 10 premiações no festival de cinema de Thessaloniki. Incluindo melhor filme, melhor direção e melhor roteiro.



OBS: Só eu mesmo para achar um filme grego em uma loja de departamentos!

4 comentários:

Bruna disse...

Assisti este filme na faculdade.No começo dá para ficar meio perdido,mas depois, no decorrer vamos nos apaixonando!o fascinante é o final,totalmente diferente do que se pensa!muito bom,indico com certeza!

Cristina Danuta disse...

Oi Bruna.


Obrigada pela visita e volte quando quiser.

Bjs.

Júh Costa disse...

Ei!Tb achei esse filme...nas Americanas!! Raridade algo assim. Realmente, é um filme maravilhoso! Vale muito a pena assistir!

Cristina Danuta disse...

Oi Juh, seja bem-vinda.

Eu também achei nas Americanas. Sempre que posso dou uma passadinha lá, até porque eles vivem fazendo promoção de filmes.Foi assim que também encontrei Tomates Verdes Fritos, outra pérola de filme.