Sem Amor Eu Nada Seria...

18:00

Amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente

É cuidar que se ganha em se perder
É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade

Mas como causar pode ser o seu favor
Nos mortais corações conformidade
Sendo a sí tão contrário o mesmo Amor?

Este soneto de Luis Vaz de Camões foi baseado na carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 13. Paulo nos fala de modo sublime a respeito do amor. Hoje é Páscoa e nesta data tão significativa nada melhor do que falar sobre o amor. Sim, porque acima de tudo, Cristo morreu e ressuscitou por amor. Há quem veja a data somente com os olhos da tristeza, mas também é um momento de profunda alegria.

Um Deus que se fez homem porque amou o mundo, um Deus que se autolimitou para resgatar aqueles a quem  ama, um Deus que nos ensina o que é o amor quando acolhe o ferido e o rejeitado, um Deus que é amor e se doou por amor, pois nEle não há judeu nem grego, homem ou mulher, livre ou escravo... Ele acolhe a todos com o mesmo amor.

"O meu mandamento é esse, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei..." De acordo com a nossa gramática, amar é um verbo transitivo, ou seja, exige um complemento. Ele exprime uma ação que transita do sujeito ao objeto direto, caso contrário não possui sentido pleno. Amar é ter atitude. Já se passaram mais de dois mil anos e ainda não sabemos conjugar direito esse verbo uns com os outros...

Sem esse Amor que vem dEle  eu confesso que nada seria, mas quanto eu ainda tenho que aprender...

E não há música melhor do que Monte Castelo, do Legião Urbana,  para finalizar este post (Essa música está na minha cabeça o final de semana inteiro). Feliz páscoa a todos.
 

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