domingo, maio 16, 2010

Saudades...



É tão estranho. Alguém sente saudades do que nunca viveu? Eu sinto...


Sinto saudades dos passeios com meu avô, das longas caminhadas pela Floresta da Tijuca, das conversas, das risadas, de seus mimos...


Sinto saudades dos conselhos do meu pai, das conversas sob a luz das estrelas, de suas broncas, de sua mão afagando meus cabelos, de seu colo, seus olhos, seu sorriso...

Sinto saudades das flores no dia dos namorados, das surpresas sem data marcada no calendário, dos passeios de mãos dadas pela praia ao entardecer...

Sinto saudades das brigas entre irmãos e dos abraços apertados celebrando a paz fraternal...

Sinto tantas saudades...

“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.”
Carlos Drummond de Andrade

Cristina Danuta de Souza, em 16/05/2010

9 comentários:

Zé Luís disse...

Essa melancolia mesclada a tristeza gosta de nos invadir mesmo.

Lendo o texto, lembrei-me de C.S.Lewis que tinha esse sentimento como prova de pertencer a outro mundo, já que sentia a falta de um mundo que ele nunca tinha visto, mas tinha certeza que existia.

Parabéns pelo texto.

Cristina Danuta disse...

Oi Zé Luiz! É verdade, aí eu tento exorcizá-las de mim transformando-os em textos. =)

Engraçado você mencionar o C. S. Lewis. Estou terminando de ler "Cristianismo Puro e Simples" e estou gostando muito. Não tinha lido nada de Lewis até então.
Mas também tenho esse sentimento dele.

Obrigada pelo elogio.

Bjs e volte quando quiser.

CamilaSB disse...

Olá!Que bonito está o seu texto, fez-me despertar lindas e saudosas recordações...emocionei-me ao lê-lo
Obrigada pela partilha de sentimentos! BJS

Cristina Danuta disse...

Oi Camila.

Que bom que o texto te proporcionou o resgate de recordações. =)

Recordar é reviver.

Bjs e volte sempre.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Cristinamiga

Conheci-te através do Porto das Crónicas da nossa querida Tais. Vim ao teu blogue e gostei. Convido-te, por isso, a visitar a Minha Travessa e seres seguidora dela, o que desde já te agradeço.

Esta palavra saudade,
aquele que a inventou
a primeira vez que a disse
com certeza que chorou

Não sou um apreciador do Afonso Lopes Vieira, mas esta quadra sua diz-me alguma coisa. É um belo texto, muitos parabéns.
Desculpa a chatice que te possa causar este ‘tuga desavergonhado e escrevinhador. Também ando pelo Facebook, o que quer dizer que estou aposentado, mas vivo. E tão bem disposto quanto seja possível…

Qjs = queijinhos = beijinhos

Teresa Cristina disse...

Oi Cristina,

Bonito texto...
Saudades, para mim, muitas vezes, controversa.
Seria melhor nao ter vivido, nao ter experimentado e consequentemente nao sofrer a dor da saudade?
Ou, ao contrario, viver tudo com intensidade e, depois, vivenciar este sentimento 'as vezes doloroso?
Nao sei...
Acho que, por agora, ficarei com a segunda opcao.
Grande abraco

Mari disse...

Ah Cris...
Eu também amiga, sinto saudade do ainda não vivi...
Deve ser um problemas comum aos sonhadores!
Bom final de semana!
Beijos

Cristina Danuta disse...

Oi Henrique. seja muito bem-vindo.

Já estou seguindo seu blog.

Adorei os queijinhos e beijinhos. =)


Oi Teresa,

Também prefiro a segunda opção. Sempre há tempo para se viver o que ainda não foi vivido. =)

Bjs


Oi Mari,

É verdade.rs

Beijocas e um bom fim de semana pra você também.

G. disse...

Olá, Cristina... Não tinha lido esse texto ainda... Muito lindo. Saudades dói, mas ao mesmo tempo é bom... Significa que tivemos bons momentos em nossas vidas, coisas que valem a pena ser recordadas e guardadas no coração. O fechamento do post com o verso do Drummond, foi realmente uma chave de ouro...

Abraço gigantesco!