quarta-feira, julho 28, 2010

Do fim ao começo


Foto de  Pedro Miguel Correia

Já faz um tempo, andei percebendo um dado, no mínimo, curioso sobre a minha pessoa -  sim, eu, além de muitas vezes observar os outros, me observo também: eu gosto de ler revistas e jornais (este quando eu leio impresso, porque prefiro lê-lo na internet) do fim ao começo. Explico: eu começo a ler as matérias começando pelas que estão no final. Por quê? Não sei explicar. Mania. É algo irresistível. Pego a revista, viro-a e quando me dou conta já estou lendo as últimas reportagens.



Talvez eu ache que as melhores matérias se encontram no final. Sou como aquela criança que quer pular o almoço para poder comer a sobremesa. Vou logo para o mais gostoso. Para mim “os últimos serão os primeiros”, pelo menos em matéria de periódicos.



Olhando para trás me dei conta de quantos "finais" já vivi na vida. E também como eu, na época em uma mistura de falta de vivência e ingenuidade, achava que não poderia haver um novo começo. Talvez tenhamos a tendência de achar que depois do fim não há nada. Pessimismo? Não sei. Mas uma coisa que tenho aprendido é que nem sempre um ponto final indica que chegamos ao fim. Ele pode ser somente um ponto parágrafo. Para saber, há que se olhar para fora de si, para os lados, para as possibilidades que, com suas mãos singelas, nos fazem sinal e, desse modo, perceber que virando a próxima página chegamos de novo ao começo. A partir daí, cabe a nós fazer as escolhas que queremos.


Cristina Danuta de Souza, em 28/07/2010

2 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Cristiane, sabe de uma coisa? Eu tenho a mesma mania...rsssss

Sempre que compro um livro novo, gosto de ir logo à última página para ler a última frase do texto. Porque faço isso? Sei lá, não tem explicação..rsssss

Quero destacar esta tua significativa frase:

"Mas uma coisa que tenho aprendido é que nem sempre um ponto final indica que chegamos ao fim. Ele pode ser somente um ponto parágrafo."

É verdade.

Um grande abraço

Cristina Danuta disse...

Oi Eduardo. Livro não, mas revistas e jornais eu sempre faço isso. É automático rs.

Abraços