Vieste com malas, viagem...

00:25


Arquivo pessoal

Este é o mais novo membro da família Souza. Minha mãe encontrou-o (ou foi ele que a encontrou?) em uma rua próxima aqui de casa, quando voltava do mercado, no último dia 30. Segundo ela me disse, a rua estava deserta e não havia nem sinal de gato algum por perto. Calculamos que alguém devia ter largado ele por ali quase no mesmo momento em que minha mãe voltava para casa.

Ela, com seu coração de manteiga derretida, não resistiu àqueles lindos olhinhos azuis. Trouxe-o para casa e eu fiquei sabendo da novidade quando cheguei do trabalho. Logo ela tratou de comprar brinquedinhos para o pequeno. Agora ganhamos mais um "vagabundo" em casa e também,  "adoráveis" arranhões e mordidinhas de agradecimento.

Aos poucos, os gatos veteranos (Hanã e Rodrigo) estão deixando o novato se aproximar e fazer amizade. Até a Fox, a cadela, está querendo conhecer o mais novo agregado da casa. Mas nós preferimos não apresentar esses dois por enquanto...

Eu acho muita maldade alguém deixar um animal, ainda mais tão pequeno, largado na rua. Se não quer, dê para alguém que queira. Se não gosta, não maltrate.

Com os outros gatos não, mas com a Fox aconteceu algo semelhante. Largaram ela no nosso quintal no meio da madrugada. Ela era pequenininha e devia estar com muita fome, pois suas costelinhas chegavam a aparecer. Tinhamos, na época,  uma cadela, a Polly, que estava já velhinha e que acabou falecendo em 2009. Como não conseguimos achar um novo lar para ela, acabamos por adotá-la. Hoje ela é nosso cão de guarda e "repórter investigativo", pois qualquer barulho pela casa ou fora dela, ela já sai em disparada para averiguar o ocorrido. Quando ela apareceu, cabia na palma da minha mão. Hoje, ela em pé nas duas patas, é quase do meu tamanho...

Por incrível que pareça se dá muito bem com os gatos. Ela, vejam só vocês, deixa inclusive os abusados comerem na caçamba de comida dela, enquanto fica olhando! Adora quando o Hanã, o fanfarrão da casa, vem com aquele ar de malandro fazendo carinho com a cabeça e se esfregando nela. No início ela achava isso estranho e não gostava, mas depois entendeu que era o jeito de gato fazer carinho. Tudo bem que, de vez emquando, ela dá uma corrida nos dois. Mas isso é só fanfarronice da parte dela. So para implicar com os bichanos. Depois tá todo mundo apanhando sol junto no quintal.

Cada um deles tem uma personalidade própria e características muito especiais. Qualquer dia discorro sobre cada um. A diversão é garantida. Com a trupe aumentada, não temos mais o trio ternura. Agora é o quarteto fantástico.

Arquivo pessoal
OBS: Eu fiquei incumbida de dar um nome para o bichano, mas confesso que não sou muito boa nisso. Optamos por Zarco, aquele que tem os olhos azuis. (Não, não se aflijam. Aquilo em sua boca não é o que sobrou de um pobre pássaro, é o que sobrou da peteca dele).


Cristina Danuta de Souza, em 20/07/2010

You Might Also Like

2 comentários

Seguidores

Follow by Email