terça-feira, dezembro 28, 2010

Aos meus 32 anos



No auge de sua glória, com apenas 32 anos, morria um dos grandes homens que, se podemos assim dizer, mudaram o curso da história: Alexandre, O Grande. Alexandre se tornou um dos maiores conquistadores que o mundo já teve, tendo sido responsável não só pela queda do Império Persa, mas também por abrir caminho para que a cultura grega fosse difundida tanto no ocidente como no oriente.

 
Dizem que quando Júlio César tinha a mesma idade, diante de uma estátua de Alexandre, fez a seguinte declaração:”Com a minha idade ele já havia conquistado o universo, enquanto eu nada fiz de memorável”. A bem da verdade, anos depois ele, assim como fez o grande discípulo de Aristóteles, se tornaria um homem de muitas conquistas.

Tendo chegado a mesma idade de ambos, que viveram em tempos tão distintos, também não considero ter feito nada de memorável. Não conquistei o universo, não transformei o mundo - aliás, já abandonei há muito os sonhos juvenis de “mudar o mundo para melhor”. Acredito bem mais em quem se dispõe a modificar o seu entorno partindo pela mudança de si - mas posso dizer que tenho vencido, pelo menos para mim, uma batalha bem mais valiosa: contra eu mesma.

Sim, porque eu acredito que a grande conquista não seja aquela que se faz de outros, mas a de si próprio. Alguém poderia perguntar: o que é mais difícil dominar os outros ou a si mesmo? A própria história da humanidade nos dá essa resposta: povos, nações, territórios conquistados e reconquistados durante séculos por muitos; homens que sabem domar a si mesmos por bem poucos. Fraco é aquele que procura ser o senhor de outros, forte é aquele que busca ser o senhor de si mesmo.

Tenho buscado a conquista da permanente vigilância para evitar estacionar na zona de conforto, de não me permitir ser freada pelos meus próprios medos, de me permitir duvidar das minhas próprias certezas. Ter a coragem de acreditar em meus sonhos e investir neles, mesmo quando olhares de descrença surgem ao redor. De acreditar no meu próprio potencial, mesmo quando ninguém acredita. De não desistir mesmo quando tudo dá errado. De continuar seguindo em frente mesmo quando não há nenhuma certeza de sucesso no caminho.

Não acredito em quem diz querer “vencer na vida” se não consegue vencer a si mesmo. Vencer seus próprios temores, dúvidas e andar com os próprios pés sem precisar caminhar no mesmo ritmo e direção da maioria. Aliás, sempre desconfie do que a maioria gosta, ouve, lê. Ela geralmente está enganada.

Hoje faço a celebração de algumas conquistas realizadas, mas sei que muitas ainda virão, afinal, elas requerem que sejam diárias. A luta não é contra inimigos externos. A verdadeira batalha a ser vencida é contra o meu próprio eu. Porque o meu pior inimigo está dentro de mim.



“É melhor vencermos a nós mesmos do que ao mundo." Sartre

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