domingo, setembro 18, 2011

Como nascem as minhocas?


- Como nascem as minhocas?

- Não sei, acho que elas se cruzam e aí nasce a minhoquinha.

- Mas como elas aparecem?

- Como assim?

- Como elas aparecem na terra?

- As minhocas devem se cruzar, ela nasce, eu sei lá, deixa eu terminar essa resenha que o texto é chato pra caramba...

- Mas eu quero saber como as minhocas nascem....

- Você não quer saber como as minhocas nascem agora! Eu preciso terminar essa resenha!

- Mas eu quero.

Segue-se um profundo silencio. No meu desespero por ver aquilo tudo acabar e eu poder, enfim, terminar a bendita resenha, apelo para o Grande Oráculo dos tempos modernos.: o Google.

- Achei! Elas são hermafroditas, duas se cruzam, depositam os ovos na terra... após uma breve explicação sobre a vida sexual das minhocas penso estar tudo resolvido e volto a me concentrar na bendita resenha.

- Mas não é isso que eu quero saber!

- ???!!! Mas o que você quer saber?? – o meu desespero já era visível.

Como elas nascem da terra?

- Como assim??

- É, como elas nascem daqueles restos de folhas no chão?

- Elas não nascem dos restos de folha! As folhas entram em decomposição e servem como adubo para a terra...

- Mas as minhocas nascem onde não tinha minhoca!

- Não existe criação do nada, ex nihilo (forcei) para as minhocas!!! Uma minhoca nasce de outra minhoca! Alguma minhoca estava lá, depositou os ovos e ela nasceu.

- Mas não é como a borboleta. A borboleta nasce da lagarta, do casulo.

- Mas minhoca é diferente!!

- Mas isso ainda não me convenceu. Eu vou fazer um experimento!

- Que experimento??!! Nessa altura eu já tinha esquecido da resenha e comecei a devanear sobre o que significava o tal do experimento...

- Eu vou fazer um experimento, não é possível!

Este insólito diálogo se deu hoje entre mim e minha mãe! Quem precisa de criança em casa, não é? Espero terminar essa bendita resenha hoje!

Um comentário:

Adílio disse...

Hehe, acho que foi melhor postar e escrever este texto do que pensar na 'bendita resenha'.
Muito bom o seu blog!

Abs braudelianos, Adílio.